Como meditar com crianças?

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5 de abril de 2022

Redação Guia do Futuro
Redação Guia do Futuro

Equipe apaixonada por educação, produzindo conteúdos voltados para pais que querem fazer a diferença na formação dos filhos!Publicado em . | Atualizado em 5 de abril de 2022.


Descubra de que modo essa prática milenar pode começar na infância e gerar benefícios para a vida inteira.

Meditação é conhecida mundialmente como uma arte milenar oriental que consiste em relaxar física e emocionalmente. Também é definida por alguns como voltar-se para o centro ou focar no momento presente. Gastamos boa parte do nosso tempo distraídos com pendências futuras ou repassando experiências passadas, ou seja, mal percebemos o que estamos vivendo naquele exato momento.

Com as crianças não é muito diferente. Estão cada vez mais expostas a novos estímulos e isso tem gerado crises de ansiedade e estresse. São as mais vulneráveis no meio do turbilhão de informações, pois ainda não se desenvolveram suficientemente para lidar com tantos sentimentos diferentes e muito menos com situações de conflito.

Saiba que a meditação para crianças é uma ótima solução. A prática ajuda no desenvolvimento infantil e traz diversos benefícios. Convidamos você agora a descobrir como incluir a atividade de meditar na rotina da sua família. Siga a leitura conosco!

Os benefícios da meditação na infância

A meditação para crianças é uma ótima ferramenta para desenvolver o autoconhecimento. Traz benefícios tanto físicos quanto mentais que serão importantes ao longo da vida, incluindo o aumento da inteligência emocional que é cada vez mais necessária.

A meditação também pode ajudar no desenvolvimento de habilidades que favorecem um melhor desempenho nas atividades escolares. Quando seu filho consegue organizar a mente e as emoções de uma nova forma, o processo de aprendizagem evolui junto com esse equilíbrio.

Além de todos os benefícios físicos, mentais e emocionais, é interessante ressaltar que a meditação para crianças pode ser um ótimo momento em família. Uma atividade para criar novas interações entre os responsáveis e os filhos, podendo até incluir os amigos das crianças. Afinal, esse é um processo que também pode ser feito em grupos maiores.

Muitos são os benefícios que a meditação traz para o nosso corpo e mente. Auxilia no combate ao estresse, reduzindo a ansiedade e gerando uma melhora na qualidade do sono. Estimula a criatividade e evolui também a concentração, minimizando os sintomas de TDAH. Reforça o sistema imunológico e a autoestima, ajudando a lidar com sentimentos como frustração, medo e raiva.

Introduza o hábito aos poucos para começar

Pode parecer uma atividade muito desafiadora pedir para uma criança ficar concentrada e relaxada. A boa notícia é que as crianças tendem a conseguir meditar melhor do que os adultos. No entanto, é muito importante  que o exercício não seja uma imposição e dure somente o quanto o pequeno conseguir. O aumento do tempo virá naturalmente com o hábito.

Não há uma idade definida para começar a meditação. O importante é avaliar se a criança já consegue acompanhar uma história simples, pois ela precisará seguir instruções que a guiarão no exercício.

A meditação guiada é um método que utiliza elementos visuais para a prática, através de uma narração acompanhada de efeitos sonoros. Tudo isso contribui para manter o foco da mente no momento presente, incluindo os exercícios de respiração e relaxamento sugeridos por quem está guiando.

Além de saber se a criança está pronta para ser guiada, é importante prestar atenção em alguns detalhes que podem facilitar a evolução no caminho da meditação.

Encontre um local inspirador

Escolha um ambiente que favoreça o relaxamento e a capacidade de concentração. Não precisa se limitar aos cômodos da casa, aproveite os espaços abertos e os sons da natureza a seu favor. Deve também ser livre de distrações, dando preferência a lugares silenciosos. O ponto mais importante é que seja um local onde a criança se sinta segura e confortável para explorar a meditação.

Postura confortável

Sabemos que nem todo mundo consegue ficar na famosa posição de lótus (pernas cruzadas) por mais de alguns segundos. Então busque pela posição que for mais confortável para você e seu filho.  Em algumas meditações guiadas para iniciantes, recomenda-se estar sentado em uma cadeira com a coluna ereta, as mãos sobre o colo e os pés tocando no chão.

Sinalizando com um som

Para que a pessoa consiga se concentrar, é recomendado estar com os olhos fechados por toda a etapa. Geralmente usa-se um sino para sinalizar o início e o término da meditação, mas pode ser uma corda de violão, uma tecla do piano, bater palmas, ou seja, qualquer barulho que marque o tempo.

Respirar é fundamental

A técnica mais usada na meditação guiada é pedir para o pequeno respirar fundo. Prestando atenção no ar entrando pelas narinas e soltando o ar bem devagar pela boca. O objetivo é convidar a criança a perceber o que ela sente corporalmente, como o movimento da barriga e do peito enquanto respira.  Com a prática recorrente, passamos a ter o entendimento de que é possível controlar a respiração, inclusive nos momentos de tensão. Respirar fundo passa a ser algo natural, ajudando a criança a se concentrar no momento presente e a acalmar a mente.

Imaginação faz diferença

Sabemos que o meio lúdico favorece a aprendizagem na infância, então guiar a criança contando uma historinha pode ser uma maneira de conduzir a prática. Estimule a criar imagens mentais e sensações a respeito do que está sendo contado para ampliar sua experiência.

No tempo de cada um

No primeiro momento teste com períodos curtos, de um a dois minutos. O aumento deve ser feito de forma gradual, pois a frequência é mais importante do que o tempo de duração. Para obter os resultados, é preciso transformar a prática num hábito. Comece com uma vez ao dia e, dependendo de como é a rotina da criança, insira um momento para relaxar antes de dormir.

Resiliência contra as distrações

Ser capaz de manter a atenção é um dos principais benefícios da meditação. É normal surgir uma coceira, a posição começar a incomodar, sem contar os pensamentos que não silenciam. Para aprender a controlar as emoções, é preciso antes aprender a aquietar a mente. A resiliência está relacionada à capacidade de voltar ao foco original e pode ser exercitada sempre que a cabeça começa a divagar. Portanto, durante a prática, é importante ajudar a criança a superar as distrações e retomar o equilíbrio mental.

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